1 de agosto de 2009

E depois do sono ruim...

Viver em meio a um pesadelo que não parece ter fim é uma das coisas mais trágicas e menos alegres de se viver. Diziam que viver era uma dádiva e cheguei até a acreditar nisso, mas, de tanto caminhar e não achar o caminho que me levasse ao caminho menos errado, deixei de acreditar nisso, até tentei mudar. Um segundo, um minuto, uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano – uma seqüência que foi determinante pra que eu deixasse de acreditar nas coisas e nas pessoas. Quem diria, eu, um perfeito “fodão” se deixar “abalar” pelos tropeços da vida. Pois é, isso acontece. Depois de anos, quando se está convencido que as coisas acontecem quando tem de acontecer, quando a consciência não pede mais daquilo que lhe permite, são que as coisas que você menos esperasse que acontecesse, acontecem ao acaso.

Ter um sorriso, uma palavra de conforto, a abertura de um orifício de luz no meio da escuridão é que dá aos ex-desesperados a certeza de que nada, nada é pra sempre. Óbvio que a luz não virá de uma vez, não teria graça se viesse, porém, seria bom. Mas se observar pelo lado racional e vulgarmente popular, porém recíproco, tudo que vem fácil, vai fácil, até mesmo o orificiozinho que se abriu exibindo um feixe de luz chamado esperança. É quando tudo começa a se transformar. Os sonhos vão voltando pouco a pouco, o sorriso se torna mais verdadeiro, os abraços são mais intensos, a vontade de que aquele momento acabe é praticamente indesejável. Se tudo durasse pra sempre, creio que o mundo não suportaria tanta coisa boa, ou que, talvez ele não fosse o que é hoje. Olhar ao teu redor e ver que somente as pessoas que realmente te ajudaram e que nunca te abandonaram ficaram no fim da batalha é surreal.

E se no meio dessas pessoas uma te chamar atenção, como se fosse “a(o) escolhida(o)” tudo fica menos difícil. O primeiro contato, o primeiro “oi”, o primeiro sorriso, o primeiro tudo. Quando há a “química” tudo parece mágico, infinito e simplesmente inacreditável. Quem diria “depois de tanta caminhada, depois da desistência, o retorno dos sonhos que foram vivenciados e um dia enterrados” vir a tona novamente. É como nascer de novo; não nascer do zero, mas continuar da parte da vida em que estava mais feliz.

É como se você fosse a pessoa mais perfeita, é como se o mundo fosse só seu. É como se você tivesse poder pra tanta coisa. É como se tudo fosse perfeito, mesmo que por poucos momentos. Satisfações momentâneas são as coisas mais agradáveis que existem, e quando elas são curtidas com a(s) pessoa(s) que te faz(em) bem é mais ainda.

“Levar canção de amor ao sem amor” é se sentir o ser mais poderoso, é querer mudar o imutável, é como se o mundo fosse uma bola que você passasse uma tinta branca em cima da tinta preta – cor que ele se encontra hoje.

Evidentemente que os tropeços não deixarão de existir, contudo, sempre estaremos mais atentos depois de ter esperado as feridas que a vida nos causou, cicatrizarem.

Em poucas palavras é agradecer a vida por tudo, incluindo altos e baixos.