9 de dezembro de 2009

Saudade.

Tenho saudade dos caminhos, de algumas pessoas, de alguns amigos, de alguns amores, de sorrisos, de beijos, de abraços. Tenho saudades dos sonhos, de muitas realidades, de fantasias. Da Verdade. Ah vida, saudade!
Saudades dos tempos de criança e que eu chorava por birra, que eu sorria sem maldade, e que sentia amor de criança, e por isso não fazia doer nem doía.
Saudades daquele amigo, distante. Saudades daqueles abraços, daquelas palavras de confiança e de ânimo. Daqueles olhos que irradiavam calor e transmitiam a certeza de um dia totalmente promissor.
Saudades daquele lugarzinho onde só na infância pude viver; do meu castelo tão sonhado. Saudade.
Mas, como viver com a saudade? Não é tão difícil, basta pensar e mentalizar que, a mesma saudade que faz doer, é aquela nos mostra os caminhos de nosso próprio coração. Caminhos de fé e fixação emocional.

Entre meios e (des)meios.

Estou ficando exausto de passar a vida a correr sem ver ao certo quem corre à minha volta ou quem simplesmente corre ao meu lado. Creio que está chegando a hora de parar, fechar os olhos, sentar-me e descançar meus pés cansados pra próxima caminhada, pois, percebi que correr de olhos fechados não nos faz chegar a lugar algum nem alcançar nenhum objetivo.

Sentado, sem saber onde estou nem como saber como aqui cheguei, e, sem saber o caminho que percorri; descanso.

Minha falha e cega memória continua sem saber quem corre comigo. Ceguei-me involuntariamente pras coisas óbvias da vida. Estou sem ver há muito tempo.  Estou sem ver, sem ver. Após parar e tentar descansar, constato que, não são apenas meus pés que estão cansados, meus olhos também estão.

Meu maior sonho era andar sem parar e correr sem direção. Não quero ser mais um que corre só por correr ou que caminha só por caminhar.

Irei ficar aqui, sentado e ver as pessoas correrem ao meu redor, ver o que fiz na pele de outras pessoas.

Eu já percebi e senti muita coisa, mas, até que percebas tudo isso é preciso entender que só correm os perdidos e que só se sentam aqueles que precisam ser achados.

Devolva-me!

O que não for seu, devolva-me. Não te dei o direito de levar o pouco que tinha. Mesmo sendo sentimentais. É meu, e por direito. Devolva-me! Não farei algazarra, muito menos mendigarei seus favores. Tenho consciência de que não errei. O erro foi seu e só seu. Por isso não exite em dizer que minto ou que omito. O errado é você. Devolva-me a paz, o sorriso, e tudo que me faça voltar a ser o que era antes de você aparecer na minha vida. Fique apenas com o que for seu. O pouco que for seu, e que com certeza não faz muita diferença pra si. Volte a ser o que era antes. Eu cansei. Devolva-me e desapareça.

Medo.

Muitas vezes o medo nos leva a perder coisas e oportunidades únicas na vida. Muitas vezes o medo nos leva a não arriscar o que se procura. Nos leva ao isolamento. Nos leva à solidão. O medo nos leva a perder a felicidade e momentos felizes tantas e tantas vezes. Mas porque? Simplesmente porque temos medo de dar passos decisivos à frente e enfrentar o que o coração manda e a razão teima em travar.