26 de março de 2010

Renunciar

Há circunstâncias em que a melhor saída é renunciar. Renunciar para o bem, para ficar de bem consigo e com os outros. Tempos em que renúncia significaria dor, sofrimento ou coisa parecida. Hoje não mais. Isso nada mais é que uma questão de decisão, de auto-ajuda, de paz consigo. Existem, certo, ainda, os que vêm a dor, a tristeza como dois pontos unidos e sem distinção. O fato é que "esteticamente" são idênticas, mas a diferenciação acaba sendo aparente quando se pará, pensa, e analisa-se os dois lados da história. Nas vezes Quando o sol não nasce nos dias que esperamos, quando chove quando não queremos, e temos, por eventualidade coisas pendentes a resolver, a averiguar, vem logo o ar de retração e não encarar a falta de luz e o frio. De tanto caminhar, nossos pés criam calos; de tanto sonhar, um dia vira-se realidade; um dia de tanto dizer que não faz-se isso ou aquilo, a língua acaba por nos castigar sem que percebamos.
Renunciar é como não perder por completo; é também não querer omitir determinadas situações. É, simplesmente parar de tentar o que não terá muito fundamento. Concepções contrárias quanto a isso são recíprocas, e de fato, deve-se existir. Afinal, o que seriam de opiniões monocriadas, se não possem as divergências e contradições pressupostas e criadas pelo ser?