8 de janeiro de 2010

Pra cima e pra baixo.

De cabeça para baixo
me atrevi a escrever
coisas sem sentido
mas que só eu entendo.

São idéias que não param de saltitar,
parafusos soltos, e, cheios de vida
que pulam horrores.

E parece que idéias não planejas
as vezes dão certo.
Sim, dão, sim.
Eu sei que dão.

É, e na hora de voltar à posição normal
tudo volta ao normal também.
Inclusive as lembras, mágoas e tudo que costuma me distrair.

É melhor deixar.



Quando a certeza da infelicidade toma conta da tua alma, do teu pensamento, e de tudo que te faz fraquejar, não há coisa pior. E quando ela vem da forma mais simples, invonluntária, é que tenho mais medo. Essas são as piores, são as que mais doem, as que mais deixam marcas, e as que causam traumas. Ter resquiços de esperança é um dos maiores defeitos do ser humano, acreditar que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, também. É a vida, tudo faz parte, tudo. As vezes a melhor saída não é acreditar que nada é por acaso e sim que tudo acontece ao acaso.
Mas ao mesmo tempo que isso acorrenta à escuridão da solidão, ao mesmo tempo há um fio de coragem que não deixa fraquejar. Digo coragem, pois com coragem se tem tudo que precisa pra enfrentar coisas do tipo, inclusivo, pequenas gotas de esperança.
Saber se o sol vai nascer depois de um dia quase todo de chuva é meio complicado, mas há algo no subconsciente que instiste em pensarmos que ele nascerá e trará o calor que combinará com o frio. Ao tempo que tudo é passageiro mas o suficiente pra deixar suas pegadas no caminho das aventuras da vida remeto-me a mim e penso o que devo fazer para solucionar tantas incógnitas que povoam minha mente sem rumo.
Sei que existem períodos que é melhor andar numa velocidade um pouco abaixo da normal; o que não vale é parar e esperar o tempo passar, pois, enquanto a amargura acalanta e alimenta a tristeza fazendo ficar imóvel no meio do nada, tudo que um dia pôde fazer parte de um sonho planejado, pode viver e morrer de felicidade, enquanto a morte te dá agarra e acaricia vagarosamente com pequenas doses de dores e feridas que podem matar.