31 de março de 2010

Em Si (2 - Continuação)

Porém, existirá um momento em que a vida vai nos deixar sem saída, encurralados, sem nada para nos apoiar ou confortar. Ela nos deixa diante de um abismo. Em quem confiar?
Não ter em confiar é o mesmo que  estar sem máscaras, sem lugar para se esconder, é estar sem disfarces. Quando as perguntas começam a te sufocar, você fica sem saídas. Aí você pará, olha pra tudo ao redor aponta para uma decisão, uma escolha… para responder uma pergunta proferida por Aquele que te criou e te conhece mais do que você mesmo: daqui por diante, você vai caminhar comigo ou sem Mim? Ao meu lado ou contra Mim?
Sempre será assim. Constantemente inconstante você soboreará de todos os desprazeres humanos. A individualidade que consome o Ser é tão forte que acaba o tornando em simples pingos não notáveis que se vão com as águas de chuva e que se jogam ao mar, sendo apenas água oceânica.


 

29 de março de 2010

Em si.

O que é confiar? O que é confiança? O que é ser confiante? Diante de tantas perguntas, resolvi sintetizar de uma forma direta o que é ser e ter tudo isso. Ora pois, uma criança quando começa a andar, evidente que, nos primeiros passos ela vai precisar de alguém que a segure pelo braços, suspendendo-a, e, lógico que, vai ser alguém que ela confie. O tempo vai passando você vai aprendendo a dar os primeiros passos, mas raramente esquece-se quem te deu a mão e te ofereceu confiança. Na maioria das vezes essas pessoas são as mais lembradas, dia pós dia, mês pós mês, e assim sucessivamente. As coisas vão mudando, o tempo começa a ficar mais voraz e aí começam as cobranças. As pessoas que se deram suporte, de deram espaços para que você pudesse ficar a vontade, acabam que, por sua vez, se distanciando de certa forma. Depois de certa idade, precisa-se caminhar com os próprios pés. Começa então a fase em que se conhecem as pessoas, os desafios, as situações comprometedoras e muitas coisas do tipo. Caberá a cada um fazer suas escolhas, embora muitas vezes as escolhas que costumamos fazer, nem sempre é aquela que se quer pra si. A confiança não consiste apenas em um segredo guardado, ou, uma aventura que aconteceu consigo ou com alguém que você conhece, e que, "obrigatoriamente" você deva guardar pra si. Muitos ainda se enganam quando pensam que ser confiante com si próprio e para os outros é guardar a sete chaves algo importante; de fato não deve-se discordar de tal idéia. Porém um amadurecimento interno é sempre notável para que as coisas se tornem tão superficiais. As decepções, lógico, com as pessoas serão nada mais, nada menos que evidentemente notadas. Mas, com isso irá começar a se perceber o que é bom pra si, e as coisas e pessoas que podem ou não estar contigo, que podem ou não te ajudar, te dar segurança. Um dos maiores erros da "matéria", é, principalmente, acreditar na outra "matéria" - quando me refiro a matéria, me refiro ao ser humano, como sendo o agente causador.
Acredita-se que a familia é o berço de tudo. Não discordo. Porém, nem tudo é igual, nem parece ser como é. Com isso, você por si só começa a caminhar com uma chinelinha com um solado fininho pelas calçadas, pelas ruas, por tudo que seus pés possam alcançar. Ao caminhar, adquire-se conhecimento, por menor que seja, isso é recíproco. No entanto, algumas pessoas vão caminhar tanto que aquele solado da chinela, vai acabar se desgastando, fazendo com que, de certa forma, andemos descalço. Agora pensemos só, andar descalço, pela chuva, pelo sol árduo, não deve ser nada bom. Mas há circunstâncias em que será necessário.
Com isso que, você pode conhecer um milhão de pessoas, amigos, familia colegas, enfim, um mundo aos seus pés, mas, haverão tantos que decepcionarão. O desespero interno, não tanto aparente eternamente será inevitável. Seus pensamentos correrão léguas de distância. Você vai se sentir inerte dentro de si; e, ao procurar em que confiar - em si, talvez - nem você esteja tão apto a se ajudar.
Continua...

28 de março de 2010

Ter e Não ter.

Como é ter aquilo que não se pode ter?
E ter aquilo, que não se tem?
Ter ou não ter, hein?


Ter é ter,
algo
alguém
nada, ninguém.


Não ter,
é
simplesmente
não ter.


Mas, tendo ou não, 
um dos dois terá.
o Ter, ou, o não ter.

Certo(eza)

O certo é que
nem sempre o certo
quer dizer que valha a pena
ou seja o certo totalmente certo.


O certo pode ser incerto
na medida do possível,
e que a certeza,
não seja mais tanta certeza.


O problema é
quando o certo é certo,
e as vezes o incerto é o certo.


Certo que, a incerteza apazigua
a certeza de que a incerteza ajuda,
a entender e certeza do certo.

26 de março de 2010

Renunciar

Há circunstâncias em que a melhor saída é renunciar. Renunciar para o bem, para ficar de bem consigo e com os outros. Tempos em que renúncia significaria dor, sofrimento ou coisa parecida. Hoje não mais. Isso nada mais é que uma questão de decisão, de auto-ajuda, de paz consigo. Existem, certo, ainda, os que vêm a dor, a tristeza como dois pontos unidos e sem distinção. O fato é que "esteticamente" são idênticas, mas a diferenciação acaba sendo aparente quando se pará, pensa, e analisa-se os dois lados da história. Nas vezes Quando o sol não nasce nos dias que esperamos, quando chove quando não queremos, e temos, por eventualidade coisas pendentes a resolver, a averiguar, vem logo o ar de retração e não encarar a falta de luz e o frio. De tanto caminhar, nossos pés criam calos; de tanto sonhar, um dia vira-se realidade; um dia de tanto dizer que não faz-se isso ou aquilo, a língua acaba por nos castigar sem que percebamos.
Renunciar é como não perder por completo; é também não querer omitir determinadas situações. É, simplesmente parar de tentar o que não terá muito fundamento. Concepções contrárias quanto a isso são recíprocas, e de fato, deve-se existir. Afinal, o que seriam de opiniões monocriadas, se não possem as divergências e contradições pressupostas e criadas pelo ser?

13 de março de 2010

Mudança

Mudança, palavra que designa alteração ou troca, que nos tira do que é “comum” e nos joga para o “desconhecido”, palavra decisiva, contraditória, voraz. Não sei se sempre estive preparado para as mudanças, mesmo tendo vivenciado algumas; mas, não sei ao certo o porquê, ela de certa forma me assusta! Estou a traçar um caminho que de certa forma é facultativo, em ser ou não ser, seguir ou não seguir. Essa é uma hora de melhor emocional, psicológica, física. Será a hora de melhorar o que tenho e adquiri nova bagagem mundana para mim. Será o momento em que, incertamente eu assumirei a direção e rumo de minha vida; mas, por que isso me assusta tanto? Será que é porque eu não me sinta preparado ou por que eu tenha medo do que essa mudança possa me proporcionar... Bom, eu não sei o “por que” me sinto assim, mas é melhor tentar mudar do que permanecer inerte pra sempre.

8 de março de 2010

Repense. ^^

Namoros moralmente aceitáveis em um contexto cristão nunca começam com "ficadas", é impossível estabelecer um relacionamento aprofundado fazendo isto. Conversar, estar junto, compartilhar de mesmas ideologias fortalecem um relacionamento a ponto de se desenvolver para algo mais sério, um compromisso, e assim se encaminhar para um namoro. Como ja dizia um antigo amigo meu "Das melhores amizades, florescem os melhores namoros (by Fabrizio Salabai)"
Curta seus amigos, uma hora você acaba encontrando um relacionamento legal! e se for pautado em amizade, provavelmente durará pra sempre.

Deus é Deus, e não importa o quanto você erre, o quanto você se fruste com sua vida e com seus fracaços, Ele continuará sendo Deus. Seus lamentos não poderão atingí-lo, a raiva que pode desenvolver Dele, na realidade é apenas uma raiva egoísta de sí mesmo. Mas pode ter certeza, que se escolher viver uma vida de relacionamento íntimo com Deus, será possível sempre encarar seus problemas como oportunidades para crescimento (porque na realidade é exatamente isso mesmo) e conseguirá triblar tudo muito mais fácil. As vezes, uma pessoa pode não te perdoar por alguma atitude sua, mas Deus sempre te perdoará. Por que? porque ele é Deus!!!! e nossa mente limitada nunca conseguirá compreendê-lo plenamente.

Tudo isso parece muito óbvio não? mas me custou aprender e a colocá-lo em prática. Confesso que até hoje erro! e erro muito! Mas me conforta saber que já estava nos planos de Deus que a humanidade errasse, e bastante. Porque de que forma teríamos total dependência Dele se não errassemos nunca?

E espero.

Praticar o desapego e viver sem algumas coisa, seia a melhor maneira pra se viver, mas o que está impregnado no pensamento é difícil de se desapegar.

O ideal seria lembrar dos fatos e simplesmente acenar pra eles, esperando pelo futuro, vivendo uma vinda de lembranças, mesmo que no sub-consciente e com isso conviver bem com o presente. Infelizmente nem tudo é como queremos, nem tudo sai como o planejado. Queria, eu, ter o poder de parar no tempo e selecionar o que eu quisesse que prosseguisse comigo. Infelizmente não posso! Isso me deprime. As pessoas não mudam, o que mudam são alguns de seus preceitos e pensamentos. Assim, as opiniões que passam por transformações ficam alteradas na mentes, os personagens de algumas histórias de nossas vidas mudam e os interesses antigos que são substituídos por outros. Parece tudo bem simples e rápido de ser resolvido, não?! Mas não é.

Enquanto que eu, sem muitas alternativas, continuo apegado as minhas vontades, mas se essas serão, de fato, concretizadas, não sei. Vou caminhando a passos vagarosos, conto com a força do tempo, pois, só o tempo dirá.

E espero. Pra variar.

Sempre fingir.

Finjes que não existo
em tristes versos de silêncios,
bailando em emoções de dois planetas,
ao ritmo decadente das palavras que deixei de sentir.

Mentes que finjes sentir a ternura invadindo teu ser,
pois sinto na pele a frieza com que negas a minha presença, a minha vontade...

Contrariando meu ser,
deixando que meu eu, se perca na imensidão da incerteza,
que se torna certa ao ter a certeza de que a incerteza é bem melhor,
corrida contra o tempo, contra o que é bom!

Enormes prisões imaginárias,
que criam celas enormes, que me prendem sem que outros percebam,
que queimam e enfraquecem a alma,
mas que o ato de sempre fingir, não deixa muita coisa transparecer, apenas, frieza.