Finjes que não existo
em tristes versos de silêncios,
bailando em emoções de dois planetas,
ao ritmo decadente das palavras que deixei de sentir.
Mentes que finjes sentir a ternura invadindo teu ser,
pois sinto na pele a frieza com que negas a minha presença, a minha vontade...
Contrariando meu ser,
deixando que meu eu, se perca na imensidão da incerteza,
que se torna certa ao ter a certeza de que a incerteza é bem melhor,
corrida contra o tempo, contra o que é bom!
Enormes prisões imaginárias,
que criam celas enormes, que me prendem sem que outros percebam,
que queimam e enfraquecem a alma,
mas que o ato de sempre fingir, não deixa muita coisa transparecer, apenas, frieza.
8 de março de 2010
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