8 de março de 2010

Sempre fingir.

Finjes que não existo
em tristes versos de silêncios,
bailando em emoções de dois planetas,
ao ritmo decadente das palavras que deixei de sentir.

Mentes que finjes sentir a ternura invadindo teu ser,
pois sinto na pele a frieza com que negas a minha presença, a minha vontade...

Contrariando meu ser,
deixando que meu eu, se perca na imensidão da incerteza,
que se torna certa ao ter a certeza de que a incerteza é bem melhor,
corrida contra o tempo, contra o que é bom!

Enormes prisões imaginárias,
que criam celas enormes, que me prendem sem que outros percebam,
que queimam e enfraquecem a alma,
mas que o ato de sempre fingir, não deixa muita coisa transparecer, apenas, frieza.

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