11 de agosto de 2009

(In)certezas


Hoje, diante desse mundo que gira tão veloz paro e fico a pensar no meu futuro incerto. Futuro que um dia planejara pra ser um dos melhores pra mim. Já sonhei, já sorri tanto que as vezes pensei que nem fosse eu - mas era. Acordar pela manhã, sem saber o que acontecerá após colocar os pés no chão é tão deprimente.
Hoje, me convenço de que já fui sim, o responsável, pela escritura do meu caminho, dos meus planos. Quem acredita sempre alcança de fato. Pena que cai em um labirinto, com milhares de anos. Me perdi, e não me encontrei ainda. Perdi as esperanças de me encontrar.
Já precisei de tão pouco e não tive, assim como também precisei e não tive. Fiquei furioso, por não entender o porque disso, mas de tanto refletir vejo que isso são apenas consequencias de alguém que não devia ter sonhado só, nem ter planejado só.
Solidão é sim, minha única e fiel amiga. Ela me entende, me apunhala pelas costas mas nunca me abandona. Dizem que devemos ser insistentes e persistentes. Já fui, cansei e fui vencido pelo desânimo. Maldito desânimo.
Hoje paro pra imaginar aonde deixei minha coragem juntamente com a esperança. Há muito tempo as procuro, mas não as acho. Estou no meio do escuro sem se quer uma faísca pra iluminar esse buraco aonde estou.
As vezes quando menos espero ainda vejo um ponto branco quando olho pra cima. Não sei se é festa, não sei se é o sol. Só sei que me deixa desesperado a ponto de pular, cansar e não conseguir alcançar. É cansativo.
Espero minha hora chegar. Não sei quando ela chegará, mas estou ficando exausto de tanto espera-lá. Se desistir não estranharei. Estranharia se continuasse a persistir.
Como todo e qualquer ser humano, ainda respiro, ofegantemente, mas respiro. Não sei por quanto tempo, mas caso um dia suspiros silenciem é porque concerteza meu tempo já durou o tempo que tinha que durar.

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