A vontade de ter com quem contar sempre me acompanhou. Mas devido quedas que não param de acontecer, escolhi como destino a solidão. Ela é fiel, não tarda e não falha. Pergunto-me se sou merecedor de tantas decepções, coisas ruins, e constrangimentos emocionais constantes. Acordar só, passar o dia só, dormir só, é o pior castigo que se pode ter. Acordar no meio da noite e procurar na agenda do celular alguém com o qual possa ligar pra conversar até o sono chegar é tão desestimulante. Não ser importante nem no dia do seu próprio aniversário, não ser lembrado ou notado quando você mais ou menos quer. É desolante. Girar ao seu redor e só ver portas sem chaves, sem fechaduras, sem cor. É triste. Chegar a um ponto que, chorar só, sorrir só, não é tão vergonhoso assim. Isso é sinal de que você pode contar com si mesmo. Certo que as vezes, as forças tomam conta e nos fazem fraquejar e conseqüentemente uma lágrima ou outra cai. Não sei o que posso oferecer de bom alguém. Amizade, apreço, força, consolo, o que? Ter o dom da frieza e saber controlá-lo é admirável. Aparentar as vezes o que não se é também é bom. Estou dividido entre o bem e o mal, entre o amor e a solidão, entre a paz e o inferno, entre a vida e a morte. Que caminho seguir? Ou melhor, deveria continuar a vida de antes?! Tudo na vida tem seu valor e disso não tenho mais dúvidas. Quanto mais o sol me queima, mas sinto a dor de ser vulnerável ao mundo. E não é um sol que queima superficialmente, é um sol que vai mais além, que destrói e quando se põe, não deixa criar forças suficiente pra ver como é bom ser filho da lua, da calmaria, do sossego, da paz. O que procuro não é muito, e não custa caro. É algo simples, pequeno, porém super agradável, faz sentir qualquer pessoa bem. Pode ser preto, branco, ou fantasiado, mas se for de verdade, felicita e traz uma paz momentânea muito grande. Os dias passam e me convenço de estar a cada dia me distanciando do fato algo bom. E situações do cotidiano me obrigam involuntariamente a preferir a razão, ao coração. É como um coração retirado do corpo de um humano e que desse suas ultimas batidas. A ausência as vezes pode ser um bom remédio. Sim, parece mentira, mas não é! As vezes o esquecimento pode ser o causador de sofrimento, angustia e tristeza; mas as vezes nem é. Esquecer é preciso, pelo menos o que te faz mal.
24 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário